sexta-feira, 28 de outubro de 2011

segundo capitulo da saga de nosso heroi Biu

Capitulo II
Baile no inferno
Algum tempo se passa , o nosso herói reencontra o caminho da casa de sua mãe, uma senhora um tanto estranha muito religiosa.E nisto o tempo passa e biu sem nada pra fazer.
Então ele ganha uma sanfona em uma rifa da igreja de santo então. Começa a aprender a tocar e fazer todas as noites bailinhos muito boêmio, Biu queria sair todas as noites, sua mãe preocupa depois de ter tido um pesadelo com o filho, pede para que ele não saia naquela noite de sábado, biu , muito mau humorado Xinga sua velha mãe e diz que naquela noite iria tocar nem que fosse no inferno. Nisto entra um vento sibilante e rodopia na pequena sala, sua mãe se benze e diz.
_meu filho tenha cuidado no que fala, vai que ó coisa ruim escute.
_que ele escute aquele filho de uma chocadeira to nem air, quero tocar, quero me divertir esta noite.
Nisto biu sai batendo a porta e se põe a andar em uma estrada de chão, muita poeira; eram por volta de 6 da noite, perto de uma encruzilhada, La se vai biu com uma sanfona nas costas um cigarro Pé-de-burro na orelha, e com a cabeça cheia de idéias , quando percebeu um cavalo enorme maior dos que já tinha visto, e um homem de terno branco e chapéu de massa, que parou e cumprimentou tirando o chapéu, boa noite respondeu o biu, o homem do cavalo notando a sanfona nas costa do biu, emfatico perguntou.
_ tu ES tocador rapaz?
_ sou sim senhor! Por que a pergunta.
_ vou dar um forro La em casa e não tem ninguém pra tocar La, tu queres ganhar um trocado?
_claro que sim, diz onde é, e como chego La que vou rapidinho.
_ mais é pra hoje, topas?
-claro! Mais como chego La?
_ o homem deu um assobio sinistro e logo de baixo de um pé de jatobá apareceu um burro magro e preto, parado.
_suba nele rapaz e mim acompanhe mais não se afaste de mim nem olhe pra trás.
De repente se ouviu um vendaval, folhas para todo lado e tanta poeira que o bui nem conseguiu ver nada o burro ia numa carreira que o biu quase nem conseguia ficar montado no burro. De repente de um supetão o burro parou foi tão rápido que o biu foi lançando no chão.
_ Chegamos.
Disse o homem do cavalo.
O biu olhou assustado e desorientado da carreira, e percebeu que estava em um arraial perto de uma casa grande típica de uma fazenda olhou para o céu e viu tudo escuro como se não tivesse nem uma estrela no céu. Ao entra no arraial ouviu de seu anfitrião as regras.
_ Olhe aqui só se toca quadrinha e ciranda nem mais nem menos,
E com um grito chamou o empregado.
_formiga! Traz um vinhozinho para o rapaz que ele ta com sede. Ande logo seu excomungado filho de caloteiro.
Nisso entra um homezinho careca cheio de rugas e uma verruga enorme no nariz, com uma bandeja com um copo cheio de um liquido vermelho escuro quase preto.
_ o que é isso.
_ e suco de língua de sogra uma iguaria daqui da arraia tome vai gostar. Mais não abuse que e forte
O Biu tomou de um gole só, acostumado a tomar cachaça brejeira passando do garguelo num só fôlego engoliu aquela dose como se fosse água, de repente viu o mundo dar duas volta a língua inchou e desinchou na hora, quando tava quase caindo olhou para o chão e viu um buraco enorme e La no fundo um rio de sangue e fogo as pedra ardia em brasa . Levanto sua cabeça para tomar fôlego e morrendo de vergonha e medo do que viu olhou para o homem que esta na sua frente a rir loucamente e disse
_ essa e das boas!
O homem sorriu e disse
_ esse é dos meus!
Logo o Biu foi levando a um canto onde tinha um banquinho e começou a tocar, deu 10,11,12 horas e o forró tava La quente que só vendo, de repente, o Biu olha e ver uma morena com vestido longo a piscar os olhos para ele,foi quando ele pediu para o ajudante continuar a tocar e saiu para dançar com a linda mulata, rodopia pra La , pra cá, quando o Biu olha pra baixo e ver por entre a barra do vestido longo os pés da linda mulata, estavam descalços, e parecerão dois pés de um misto de jacaré e pato, quando o Biu viu isso se arrepio ate a alma, pensou que tava ainda tonto da bebida, e continuou morrendo de medo a rodopiar a morena, e começou a puxá-la pra perto do lampião, mais ela sempre dava um leito para fugir da luz, o bui começou a desconfiar , deu outro giro e depois outro ate conseguir trazê-la pra perto do lampião foi então de o bui desandou de vez, quando ele a olhou nos olhos brilhava como dois vaga-lumes um brilho azul amarelado esquisito e quando olhou bem na boca da infeliz viu que sua língua era partida no meio, e tinha pequenas presas saindo do lado da boca as orelhas eram pontudas e tinha escamas de jacaré saindo do pescoço, dois chifres pequenos um pouco acima da testa e um buraco bem no meio da testa. O bui começou a suar frio e com o medo que ela percebe se que ele tinha medo começou a suar frio e a se arrepiar, sentia a perna tremer e ficar pesada e toda vez que ela passava a mão nas suas costas ou beijava seu pescoço ele tinha um principio de enfarte, ele pensava.
_velei-me minha nossa senhora aonde vim parar.
O Biu fez um gesto fazendo entender que estava cansado, e que tinha que descansar para voltar a tocar, a morena apenas o olhou e lambeu os lábios, dizendo que ele não iria escapar naquela noite, foi quando o Biu arrepio ate os ossos gelou e ficou branco e gaguejando dizendo
_ tenho que ir
Saiu em disparada olhou por todo lado e percebeu que não sabia voltar pra casa, foi quando lembrou que tinha falado pra sua mãe que tocaria naquela noite nem que fosse no inferno e percebeu que tinha se dado mau, foi quando lembrou da rezas que sua mãe forçava a ele aprender, pegou a sanfona e começou a tocar a tocar uma novena, de repente todos na casa começaram a reclamar. O dono se aproximou e falou bravo.
_ o que é que você esta pensando você não esta numa novena quer apanhar rapaz.
Gaguejando ele disse que estava cansando e que não estava mais se lembrando de nem uma musica. Foi então que o homem disse então pare com isso já, vamos dar uma volta pra você conhecer o lugar. O homem sai na frente e Biu colocou a sanfona nas costa e saiu desconfiado atrás; entraram em uma sala fechada por uma cortinha cinza quando o Biu se aproximou percebeu que a cortina era feita de couro e de um couro que ele nunca tinha visto, não era couro de cabra ou de boi nem d Enem um animal que ele tinha conhecido foi quando ele pensou em uma coisa e gelou outra vez.
A sala era bem maior que Biu imaginava e começou a sentir um cheiro forte de cão queimado mais ficou calado, a sala parecia mais um salão não dava pra ver nada por que estava tudo escuro. O homem apontou par um canto e mostrou uma mula velha e acabada e um anão a por uma cela na mula que parecia feita de chumbo, a mula quase cai treme toda e depois se equilibra então o anão coloca uns cambito de ferro que pareciam bem pesados a mula outra vez tremeu toda e começou a gemer cada gemido fino que o pobre do Biu já estava todo molhado de tanto suar, de repente o anão começou a carregar os cambitos da mula com umas barras enormes de ferro maciço, o homem a rir e olhar para o Biu disse:
_ vá ajudar a ele carregar a mula.
Biu não disse nada apenas obedeceu; começou a empilhar aquelas barras de ferro na mula, percebeu que eram bem pesadas e começou a pensar como aquele animal tão velho agüentava todo aquele peso, de repente ouviu aquele gemido baixinho e agonizante, gelou outra vez, o anão saiu para pegar mais ferro, então o Biu olhou com pena para o pobre animal, quando teve outro susto que jamais esqueceria ,a mula começa a encarar o Biu e olhar nos olhos como se os dois já se conhecessem e começou por incrível que pareça a falar:
_ Severino meu filho o que você esta a fazer num lugar desses? Sou tua avó, não mim reconheces? Estou aqui pagando por ter sido muito ambiciosa e ter mim aproveitado de muitos e feitos de besta agora estou aqui uma besta velha carregando peso por toda eternidade o peso de meus pecados meu filho.
O Biu já não falava nada a língua a essa hora já tinha dado um nó, a calça já tava pesando os joelhos só tremia e as pernas travaram. Quando olhou para o lado viu que a sala parecia um estábulo cheio de mulas carregadas, que começaram a gemer alto. Foi quando reconheceu a voz de um visinho, de um tio, do padeiro, e de um amigo pilantra que tinha morrido há pouco tempo e todos o reconheceram e pedia a sua ajuda gritando seu nome, as lagrimas caíram loucamente e só ouvia as gargalhadas de seu anfitrião que estava na porta a olhar tudo bebendo uma taça daquele vinho cor de sangue pisado que tinha experimentado na sua chegada, foi quando o Biu se lembrou dos conselhos de sua mãe e das noites que eram obrigados a sentar e rezar tirou a sanfona das costas e começou a tocar uma oração forte que sua mãe fez decorar de cabeça e aprendesse a tocar no meio da oração o chão começou a tremer e o Biu viu o rio de sangue e enxofre outra vez, e continuou a tocar a reza com toda a fé que conseguia ter; foi ele olhou para o teto daquela sala e viu que começou a rachar e da rachadura viu uma pequena luz brilhante e um vento começou a rodopiar quando ele olhou outra vez para o homem o trouxera para aquele lugar estava caído no chão a espumar e a gemer feito um condenado ; vento ficou mais forte e a luz também tanto que o cegou por um momento mais ele continuava a rezar e pedir compulsivamente ate desmaiar . Quando acordou estava no terreiro de casa todo cagado e mijado mais feliz por ter voltado pra casa.
por jonas.c. e Marcone metal

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